Já em streaming.

4 filmes de Marta Pessoa.
O MEDO À ESPREITA (DOC. 2015. 86′)
DONZELA GUERREIRA (FIC. 2020. 74′)
UM NOME PARA O QUE SOU (DOC. 2022. 116′)
ROSINHA E OUTROS BICHOS DO MATO (DOC. 2023. 101′)
O MEDO À ESPREITA
Em Portugal, ao longo de quase meio século, a PIDE/DGS foi a máquina atemorizadora que alimentou o poder do Estado Novo de Salazar/Caetano. A par dos quadros de inspectores e agentes efectivos, a polícia política recorria aos serviços dos “informadores”. Cidadão comum tornado delator, que se diluía com o intuito de vigiar para denunciar, o informador tornou-se numa figura omnipresente. Entre denúncias e denunciados, O Medo à Espreita constrói uma memória do medo e de um país onde viver era viver vigiado.
DONZELA GUERREIRA
Donzela Guerreira ficciona o Portugal de meados do século XX. A partir da figura de Emília, uma escritora, em Lisboa, no ano de 1959, o filme convoca vultos, lugares, situações, receios e ironias numa aproximação aos universos literários de Maria Judite de Carvalho e Irene Lisboa, escritoras da cidade e das personagens que nela habitam. Guiados pela voz e olhar de Emília, entramos num jogo entre as imagens de arquivo da cidade e a efabulação pura. É uma Lisboa de ruas, jardins e casas onde habitam mulheres que olham para si próprias e umas para as outras, que ocupam os lugares que lhes destinam e o silêncio a que as votam. Por mote, a história de uma donzela que se veste de homem para ir guerrear.
UM NOME PARA O QUE SOU
Entre 1947 e 1949, a escritora Maria Lamas percorreu o país para dar a conhecer a realidade em que viviam as mulheres portuguesas. O resultado deste périplo foi o livro “As Mulheres do Meu País”. Passados mais de 70 anos, a realizadora Marta Pessoa e a escritora Susana Moreira Marques procuram compreender que livro é este e o que nos pode dizer hoje.
Um Nome Para o Que Sou é um filme sobre um livro e sobre o movimento que ele opera em nós quando o lemos.
ROSINHA E OUTROS BICHOS DO MATO
Em 1934, o Estado Novo apresenta-se ao mundo com uma Exposição Colonial onde o viril Império português exibe como símbolo máximo Rosinha, uma nativa guineense. Rosinha e Outros Bichos do Mato revisita este acontecimento para entender o que nele se construiu e como ainda hoje pode ecoar no pretenso “racismo suave” dos portugueses.
Publicado em: 25-04-2026